OLAVO PASCUCCI

Coletânea de artigos assinados pelo engenheiro Olavo Pascucci, publicados originalmente em comunidades esparsas do Orkut, finalmente reunidos para a posteridade.

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Nome: Olavo Pascucci

14 Março 2008

America, a resentful fat lady

Meus leitores, via de regra muito bem informados em matéria de putaria, estarão acompanhando em detalhes as tribulações do agora ex-Governador de Nova York, um tal Eliot Spitzer, forçado a renunciar depois que se descobriu que era habitué de putas. Instado pela imprensa nacional e internacional a pronunciar-me sobre o assunto (acaba de sair daqui a Cristiane Pelajo, caminhando com certa dificuldade), dou a seguir minha contribuição a este vasto e fascinante debate. Duas cousas chamam-me a atenção nessa patacoada toda:

(1) Que o freqüentar “primas” seja motivo bastante para impeachment, na democracia norte-americana. Posto diante de um homem feliz com a quota de bucetas que lhe tocou perfurar em sua passagem por este vale de lágrimas, o eleitorado americano reage como mulher merda. A América é uma gorda ressentida.

Com padrões morais assim draconianos, eu não gosto nem de imaginar que tormentos a cultura política ianque reservaria, por exemplo, a um Itamar Franco, aquele estadista, que se deixara esfregar os cornos, publicamente, por uma xavasca das mais hirsutas. Deviam mandá-lo direto para Guantánamo. Ou para o Tribunal de Nurembergue.

(2) Que o sr. Spitzer tenha a castimônia de despender US$ 4.500 (quatro mil e quinhentos dólares estadounidenses) numa única prostivagaranha, por chupabilíssima que seja. Não conheço os preços que se praticam no mercado americano, mas tenho para mim que, com essa pequena fortuna, o mandatário nova-iorquino poderia perfeitamente fazer-se comprazer por cinco ou seis vagabundas de razoável qualidade (por “razoável qualidade” entenda-se: não necessariamente do nível da que o Woody Allen solicita em Desconstruindo Harry). Afinal de contas, o que é que uma puta pode fazer por US$ 4.500 que outras cinco não façam melhor, e juntas, por US$ 900 cada uma (táxi incluído)?

Moía-se-lhe a caralha ao Governador, à força de chaves-de-buceta aplicadas por uma equipe de profissionais qualificadas, e o prócer se desligaria de suas funções ainda com um sorriso nos cornos, para emputecimento das gordas que dão o tom do debate público americano.

Espero, com estas contribuições, haver ajudado a re-situar o debate sobre o tema nos meios de comunicação nacionais.

06 Março 2008

Do pó-de-arroz e outras perobagens

Uma magistrada que estou comendo (primeira instância, recém concursada) achou por bem compartilhar comigo a seguinte nota do Globo Esporte. Trata do acolhimento, pela veneranda Justiça do Rio, da pretensão da torcida do Fluminense de fazer arruacinhas histéricas, no Maracanã, com o tradicional pó-de-arroz.

Não tive acesso aos fundamentos da decisão, mas minha fonte assegurou-me, enquanto limpava os respingos de esperma que lhe ficaram pendentes do queixo, que a sentença fôra prolatada (ela disse assim, “prolatada”) por um seu colega esquisitão, que usa cavanhaque, faz spinning e escuta jazz. Aparentemente, o perobo teria argumentado que a proibição vigente feria sei lá que garantias constitucionais, tributárias do direito inalienável de dar o cu, e que perseguir o pó-de-arroz nos estádios não era medida essencialmente diferente da proibição da rainbow flag em passeatas, ou de calças de couro com zíper, quepes da NYPD e trosobas de plástico preto flexível em boates da Farme de Amoedo.

O fato é que a decisão judicial só fez intensificar, no Rio de Janeiro, uma atmosfera que eu talvez pudesse descrever, não sem rigor clínico, como euforia anal. Há semanas que a pequena e esquisitona torcida do Fluminense vinha interpelando as autoridades constituídas demandando fosse revista a proibição, em gritinhos de guerra como “Ui! É pó-de-arroz!”, “Fascina pela sua disciplina / o Fluminense me domina” e “É legal / ser homossexual”. Alegavam que o pó-de-arroz está indissociavelmente ligado à história do clube, eis que, nos primórdios do século XX, moçoilos de boa família, com sobrenomes como Welfare, Guinle e Cox (do ramo Cox-Sucker), surrupiavam a caixinha de maquiagem das irmãs para tornar mais apresentáveis o filho do caseiro, o jardineiro, o contínuo do pai, e franquear-lhes o acesso à sauna e ao banho turco da sede das Laranjeiras. Na sociedade preconceituosa de então, que não aceitava o amor em sua plenitude, parece que não ficava bem um rapaz de boa família andar por aí com “primo” mulato.

Não sei se os leitores esperam um pronunciamento meu sobre essa questão, que tanto ocupou os profissionais da crônica esportiva nos últimos dias. Já disse, noutras ocasiões, que eu sou um sujeito de paz, avesso a violências e constrangimentos contra quem não faz mais do que dar ou emprestar ou alugar o que é seu de direito. Ao mesmo tempo, no entanto, me é forçoso reconhecer que demonstrações assim públicas de baitolagem incomodam quem não as pediu nem espera vê-las, caso da imensa maioria dos que freqüentamos o ambiente predominantemente heterossexual dos estádios de futebol (excetuados aí, naturalmente, as Laranjeiras e o Morumbi). Se a coisa seguir por esse rumo e a perobagem organizada for obtendo mais e mais conquistas judiciais, periga o sujeito de bem ser forçado a aturar, em futuro não muito distante, marmanjo jogar bola com macaquinhos grenás semelhantes aos das meninas do vôlei, para marcar bem a trosoba dos atletas e com isto comprazer o nicho de mercado dos torcedores afluentes que chegam aos quarenta sem mulher para sustentar nem filho para criar.

Pensem nisso.

08 Dezembro 2007

Elegia da xavasca felpuda

Meus leitores mais fiéis saberão perdoar-me pela longa ausência que tive de impor-me durante os últimos meses, por conta de fatos que são sobejamente conhecidos da opinião pública. Desde meus últimos escritos, de repente me vi acossado por toda sorte de rábulas e meirinhos remunerados pelos muitos inimigos que fui granjeando nesse meu sacerdócio de doutrinar o povo nas cousas da sacanagem: da ala filoperoba do PT ao SINDIGORDA (filiado à CUT), do sr. Manoel Carlos ao Fluminense Football Club, passando pelo aiatolá Ali Khamanei (que aparentemente prolatou uma fatwa contra minha pessoa, dando ensejo a que o sr. Salman Rushdie me abordasse com um abaitolado “olá, colega” no último encontro literário de Paraty, aonde vou comer cu de jornalista) -- toda essa canalha, dis-je, de uma hora para outra resolveu cercear minha liberdade de escrever e educar minha gente, movendo contra mim os processos judiciais mais dispendiosos.

Tenho tido êxito satisfatório nessa minha temporada judicial, graças, sobretudo, à feminilização da magistratura brasileira. Dentre as muitas modalidades da putaria que tenho praticado, a que mais me comove é, decerto, a de comer o cu a essas profissionais de tailleur que circulam nos arredores do fórum, se possível em cima dos processos que lhes foram confiados. Até aqui, nenhuma magistrada a quem eu tenha ministrado esse tratamento (sempre por via anal) decidiu contra este réu, mas confesso que me assusta um pouco a perspectiva de ter de devastar furingos de desembargadoras sexagenárias à medida que os processos avancem para as instâncias superiores. No Brasil, perde-se muito tempo discutindo a reforma do Judiciário, sem que essa questão fundamental do acesso à Justiça seja sequer abordada: a comibilidade de nossas juízas. Desse jeito, eu vou acabar tendo de contratar um advogado (o sr. Eros Grau pode ir tirando esse sorrisinho sacana de sua cara devassa, que não existe a mais remota possibilidade de eu ir comer aquele lorto lasso).

De maneira que minha condição de litigante mal me deixa tempo para escrever qualquer coisa mais elaborada do que as cartas anônimas pelas quais denuncio que “sua esposa é puta” ou que “o seu filho aprecia uma trosoba flamejante a rasgar-lhe as bordas do esfíncter e magoar-lhe as paredes dos intestinos em sentido diagonal, respeitosamente, um amigo”.

Mas retomo, hoje, o meu magistério para compartilhar uma perplexidade com o público leitor. As últimas publicações com fotos de buceta a que tenho tido acesso -- da Playboy ao New England Journal of Gynecology -- dão conta de uma tendência preocupante: nos dias de hoje, já quase não se usam mais pentelhos. Refiro-me, evidentemente, aos pentelhos femininos, que os outros só me interessam na medida em que identificá-los me serve para exigir abatimentos em restaurantes, quando os vislumbro sobre minha comida.

Mas é raro, dizia eu, o aficcionado das prexecas encontrar, hoje, uma xavasca nos moldes daquelas que os garotos de minha geração admirávamos entre fascinados e apavorados, nas revistas suecas que folheávamos no intervalo das aulas de catequese: as bordas da racha perfeitamente dissimuladas em meio a um espesso matagal preto, louro ou ruivo, que freqüentemente se estendia do umbigo até abaixo da virilha.

E nem se diga que se trata dum fenômeno próprio dos anos 50 ou 60, embora tenha atingido seu paroxismo justamente nesse intervalo, quando mais de um fodedor competente morreu engasgado nos misteres preliminares à foda propriamente dita. Não: desde Eva e desde Lilith que essa imagem hirsuta foi-se firmando como verdadeiro arquétipo da buceta, a ponto tal que um poeta francês não-pederasta do século XVI descreveu a xavasca como “un petit mont, feutré de mousse délicate, / tracé sur le milieu d’un filet d’écarlate”. Não lhe bastava ter pêlos em abundância: era necessário que a xereca estivesse estofada, acarpetada de espessa pentelhama.

Aliás, reparemos: exceção feita aos baitolos que se compraziam em esculpir florentinas trosobas tristes (e moles), os demais gênios pré-românticos apreciavam mesmo era enterrar a pra-te-leva no que se convencionara chamar uma boca-de-cabelo. Artisticamente, a xavasca hirsuta é incomensuravelmente superior às dessas vagabundas imberbes que hoje exibem até a pleura nas revistas e filmes de sacanagem pós-Stagliano. Além da passagem de Rémy Belleau citada acima, sirva de ilustração bastante o belíssimo óleo sobre tela de Gustave Courbet cuja reprodução enfeita o hall social do meu andar, para desespero de meu vizinho sociólogo (imagem ampliada aqui).

(Até admito, por amor ao debate, que o leitor alegue em defesa das xoxotas imberbes o verso imortal de Gregório de Mattos Guerra, que já no século XVII -- antes, muito antes do triunfo da estética de Stagliano -- obtemperava:

Mas a maior regalia,
que no cono se há de achar,
para que possa levar
dos conos a primazia
(este ponto me esquecia)
para ser perfeito em tudo,
é nunca se achar barbudo,
por dar bom gosto ao foder,
como também deve ser
Chupão, enxuto, e carnudo.


É uma opinião respeitabilíssima, forçoso me é conceder. Mas desafio o onanista leitor a produzir-me mais exemplos de panegíricos à xavasca rapada na literatura, na pintura ou na música clássicas. Há sempre a carta do Caminha, dirá, com o dorso da mão na cintura, quem tiver medo de bucetas comme il faut. Mas reparem que a única coisa que o escriba alega em defesa das vergonhas “tão limpas das cabeleiras” é que “de as nós muito bem olharmos não tínhamos nenhuma vergonha”. Noutras palavras: se não servem para esconder, também não servem para foder. Fecha parênteses.)

Não se deduza deste meu arrazoado que eu aprecio a pilosidade exagerada tornada célebre, entre nós, por uma Cláudia Ohana -- cujo ensaio na Playboy, ostentando o que à primeira vista parecia um biquíni preto de veludo, afastou mais de um adolescente de então do caminho reto do heterossexualismo, donde a perobagem excessiva que hoje grassa por aí. Nessas cousas da sacanagem há que proceder sempre com mesura. Se não é agradável à vista (nem falemos do paladar) uma prexeca ornamentada com matagal de meio metro para mais -- com toda a fauna que forçosamente viceja em vegetação tão densa --, tampouco o é uma tão desprovida de pêlos que o usuário se pergunta se não comete nenhum crime ao enfiar o jonjolo em buraco tão lampinho.

Creio que este apelo à mesura é o quanto basta para direcionar a discussão para o bom caminho. Ninguém aqui está defendendo bucetas com tranças, mas quero crer que preferir prexecas imberbes é coisa de quem, no fundo, morre de medo de buceta, e só aceita meter-lhe a pica se a dita-cuja vier em estado de total assepsia -- e ainda assim como último recurso para os pais não descobrirem que o moçoilo em questão gosta mesmo é duma bruta pra-te-leva preta a magoar-lhe furiosamente o duodeno, nos fins de semana em que o São Paulo não jogue.

No mais, sem sair do terreno da gastronomia, é como recomendaria Paul Bocuse: quem não gostar de pimentões, que não coma ratatouille.

11 Janeiro 2007

Mais dissabores à beira-mar

Argumentava eu, alhures, sobre o homossexualismo, que, mais que um problema ético, esse flagelo constitui sobretudo um problema estético: com efeito, e isto é inegável, é de uma fealdade atroz um sujeito introduzir a trosoba própria em lorto peludo alheio.

Considero, inclusive, que a dificuldade do velho Moisés em perceber essa nuance é a principal razão da sem-cerimônia com que perobos de todas as idades ignoram, nos dias que correm, as proibições categóricas do Levítico (18:22, 20:13) e do Deuteronômio (23:17-18). Em vez de expressar sua rejeição em termos morais, teria sido muito mais proveitoso ao profeta expressá-la em termos estéticos. Não é só abominação: é feio pra caralho.

Ressaltar essa nuance também constitui minha principal defesa diante dos dedinhos acusadores — e dorso da mão na cintura, e o pezinho a golpear furiosamente o chão — da patrulha peroba do pensamento. Quando me acusam de semear o ódio aos entubadores de mangalhos, observo que meus juízos sobre a baitolagem são puramente estéticos. Quando me equiparam a Hitler por isso, obtempero que os únicos genocídios que tenho praticado são as cinco punhetas que executo laboriosamente todas as tardinhas (“são nações inteiras que se perdem a cada ejaculação!”, desespera-se um meu vizinho, que é pastor protestante).

Mas tergiverso e até agora não cheguei ao ponto principal deste ensaio. Escrevendo de meu retiro estival na localidade de Caxaprego, na ilha de Itaparica, Bahia, queria compartilhar com meus fiéis leitores minhas suspeitas de que o nudismo também é um problema muito mais estético do que ético.

Ora, à semelhança do que se deu no ano passado, neste verão também tive minhas expectativas frustradas ao comprar propaganda enganosa e dirigir-me a uma praia onde — asseguravam-me os folhetos turísticos — estes meus olhos cansados pela leitura e pela masturbação se deleitariam com a visão de xoxotas rapadinhas como as das índias de Caminha e de cus adolescentes ao léu como os das modelos do Most Erotic Teens.

Dolus malus! — desfaz-se em singulares ataques de pelanca o meu advogado, já reunindo provas fotográficas e testemunhais para a demanda milionária que moverei contra o Estado da Bahia. E, de fato, o panorama que se me apresenta diante dos olhos é em tudo diverso do que prometiam os prospectos. Em vez de sílfides adolescentes jogando voleibol, sexagenárias alemãs dirigindo pedalinhos; em vez de juvenis lortos femininos integralmente bronzeados, pálidos jonjolos balangando ao caminhar; em vez da visão paradisíada duma fulva penugem que se espessa abaixo dum umbigo de mulher, como que a indicar o caminho da casa do caralho, a imagem pavorosa de desbeiçadas xerecas de gordas tostando-se ao sol debaixo de minha janela.

Ora, caralhos que me fodam, para ver gente feia eu vou à rodoviária, sem o agravante de ter de contemplar-lhes as vergonhas.

Mas nenhuma descrição dos dissabores visuais por que estou passando jamais transmitirá ao leitor todo o emputecimento e exasperação que me acometeram ao encontrar, pela segunda vez em três dias, um pentelho a ornamentar o meu sorvete de casquinha. É iniqüidade demais com um cidadão regularmente batizado e crismado e escrupulosamente em dia com suas obrigações cívicas, militares e tributárias.

O leitor já terá percebido, a esta altura, que este autor é um sujeito avesso a violências contra os que praticam ostensiva e orgulhosamente a sua sem-vergonhice — sejam eles perobos que passeiam de mãos dadas ou gordos escrotos que se comprazem em exibir a pra-te-leva aos incréus —, e que o único remédio que recomendo para ultrajes dessa ordem é a galhofa.

Coerente com essa minha filosofia pacifista, temo que eu me tenha tornado o visitante mais impopular destas praias, pelas recomendações reiteradas que tenho feito aos homens de que não se façam sodomizar ao ar livre, sob pena de ter o cu dilacerado pelos grãos de areia da praia, e pelas observações pouco construtivas que tenho feito acerca de detalhes anatômicos de minhas interlocutoras (verbi gratia, aqueles concernentes ao contraste entre os cabelos tingidos de louro os tufos pretos de pentelhos xavascais).

Por conta desse meu comportamento, até agora ninguém me convidou para nenhum churrasco, luau ou suruba — convites dos quais eu declinaria, em todo o caso, por preferir escalavrar a chapeleta para a nova participante do Big Brother cujas ocupações consistem em “faço foto pra catálogo, sou modelo e danço nas baladas” (ou seja, é puta).

Mas percebo que tenho sido tratado com muito mais deferência pela população local, que, assim como eu, também não deve achar a menor graça nessa história de trosobas au soleil. Inclusive acredito que, até o fim desta semana, lograrei comer o cu da arrumadeira do hotel, uma negrinha para lá de jeitosa com quem pretendo brincar de Capitães da Areia, à beira-mar, tão logo se me apresente a oportunidade.

15 Setembro 2006

Manuel Carlos me ouviu

Temo estar sendo repetitivo e com isso fastidiar o público que visita este blog em busca unicamente de links para fotos de vagabundas com esperma pingando do nariz. É um risco sério, que engendra outro, igualmente considerável, de o leitor passar a dar mais atenção à lista de compras que digita no Excel -- onde abundam berinjelas hirtas e pretas, nabos delgados, salames e mandiocas longilíneos -- do que a estes meus escritos.

E, no entanto, não posso abandonar minha queixa recorrente sobre os sucedâneos que sou obrigado a buscar para os filmes de sacanagem a que não tenho mais acesso desde que minha senhora cortou minha assinatura do Sexy Hot. Esta carência de imagens de xavascas arreganhadas em cinemascope na minha nova TV de 36 polegadas tem feito de mim um leitor voraz de guias de programação e de tudo o que é sinopse de novela, em busca sempre de programas que justifiquem umas duas punhetas antes do Jornal da Globo.

Esta longa introdução para explicar por que eu -- insuspeito chupador de bucetas, para usar uma expressão imortalizada pelo sr. Luiz Pareto (resquiecat in pace) -- ando lendo matérias como esta, de O Dia, sobre futuras cenas de sacanagem na novela Páginas da Vida.

Na verdade, devo a descoberta a meu amigo Valido Platero, que folheava o aristocrático jornal carioca enquanto uma sua amante servidora pública estadual -- e portanto assinante d’O Dia -- proporcionava-lhe um deep throat mais passável do que competente, na sala ao lado do gabinete do reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Caralhos que me fodam”, exclamou o Valido ao ler a notícia, despertando a atenção do reitor, que abriu a porta com visível interesse no assunto “caralhos”. O bom Valido, sem dar muita importância a Sua Magnificência, ponderou e obtemperou: “O engenheiro Pascucci começa a ser reconhecido como um fator real de poder da crítica televisiva brasileira. Manuel Carlos cedeu às pressões.”

E, de fato, após minhas queixas, aqui neste blog, sobre a escassez de cenas de lesbianismo e putarias equivalentes na novela das oito, o sr. Manuel Carlos parece ter entendido que, no Brasil de hoje, qualquer novela que dispense a audiência heterossexual masculina será considerada um fracasso rotundo de público e renda, botando em risco suas despesas extravagantes com comida de gatos, blazers para ir a vernissages, viagens semestrais a San Francisco e pay-per-view dos jogos do Fluminense.

De modo que agora O Dia nos dá conta de que o invertido autor “prepara outro strip-tease de Ana Paula Arósio” e de que, “além disso, [...] pretende movimentar a trama com as aventuras amorosas de Giselle (Pérola Faria) e Luciano (Rafael Almeida), que perderão a virgindade”.

Muito bem. Muito promissor. É um bom começo. Reparem, no entanto, que o xibungo autor não diz que Giselle e Luciano perderão a virgindade um com o outro. Meu temor é que, conhecendo as preferências do sr. Manuel Carlos, ele já tenha idealizado uma cena em que o moçoilo pianista é enrabado furiosamente pelo crioulo da novela em cima de seu piano de cauda.

Se é esse o caso, e se ainda assim o teledramaturgo dá algum valor às opiniões que tenho ventilado neste espaço, uma cena assim degradante bem poderia ser compensada com um pouco de criatividade na outra ruptura de cabaço, o da Giselle. Acho que o assunto bem merecia uma intervenção mais ativa do público telespectador, que deveria ser instado a pronunciar-se a respeito, telefonando para distintos 0800 (à maneira do Big Brother) para escolher as circunstâncias em que a bulímica porém chupável adolescente fará a grand première de sua buceta.

Minha sugestão é de uma cena em que o alcoólatra da novela chega de porre, engana-se de apartamento, encontra a moçoila em trajes menores no sofá e lhe dá uma surra de caralha histórica, do nível da que Astério dá em Elisa no último capítulo de Tieta do Agreste, mas que outro teledramaturgo pederasta preferiu não reproduzir na novela de 1989.

04 Setembro 2006

Crítica de telenovela: Páginas da Vida

A esta altura, transcorridos já quase dois meses desde que o teledramaturgo pederasta Manoel Carlos nos impinge cotidianamente sua Páginas da Vida, este crítico já está em vias de perder suas esperanças de que o novel folhetim servisse ao menos para um par de punhetas razoavelmente executadas por noite, de segunda a sábado. Temo não faltar demasiado à verdade se asseverar que por conta disto o paquidérmico autor global é um bom filho da puta: tendo sido forçado a dedicar o melhor de minhas energias onanísticas à atividade de crítico de novela das oito, desde que minha senhora cortou minha assinatura do Sexy Hot (lá se vão quase dois anos), o mínimo que eu poderia esperar desse gordo escroto e invertido é que me facilitasse o trabalho com enredos minimamente masturbatórios.

Antecedentes que justificassem minhas expectativas não faltavam, antes pelo contrário. Desde pelo menos Mulheres Apaixonadas que a Globo vem alternando uma novela de sacanagem e uma novela para sacanear o telespectador. O marco, o grande turning point da teledramaturgia brasileira, que fez da novela das oito um programa tão legitimamente masculino quanto o futebol de domingo à tarde, foi o romance lésbico entre Clara e Rafaela, interpretadas pela chupabilíssima Aline Moraes e pela insossa Paula Picarelli (claramente o elemento fancho da relação, pelas inúmeras dicas dadas ao longo da novela -- algumas bastante evidentes -- de que o relacionamento das duas consistia basicamente em a Paula Picarelli sodomizar brutalmente a Aline Moraes com um strap-on dildo preto com a cabeça roxa). A temática lésbica foi posteriormente retomada, com igual sucesso, em Senhora do Destino, desta vez com hints de trepadas mais harmônicas, femininas mesmo (discussão do relacionamento incluída), entre Mylla Christie e Bárbara Borges.

De modo que foi com a braguilha aberta e a caralha expectante que comecei a assistir a Páginas da Vida, na esperança de que o regulamentar casal lésbico desta vez fosse encarnado por Carol Castro e Joana Balaguer, e de que a progressiva ousadia da Globo no retratar o amor fancho desta vez incluísse uma cena em que a Carol Castro enfiasse de uma vez tudo o que há entre uma orelha e outra (olhos, nariz, boca, queixo e os ossos zigomáticos) na prexeca arreganhada da Balaguer.

E, no entanto, o que é que nos tem reservado o senhor Manoel Carlos em seu folhetim? Até agora, nenhuma cena de lesbianismo explícito ou implícito. A temática do sexo anal dentro do casamento também tem sido inexplicavelmente ignorada, e isto apesar de a novela contar, em seu elenco, com atriz de lorto altamente perfurável como a Ana Paula Arósio. A freirinha interpretada pela Letícia Sabatella ainda não foi submetida a nenhuma sessão de disciplina e rigor por sua madre superiora.

Em vez disso, o senhor Manoel Carlos, assíduo freqüentador de aulas de educação física masculina de turmas da sexta à oitava série em todas as escolas do Leblon, o senhor Manoel Carlos, dis-je, tem-nos impingido assuntos sumamente broxantes como a síndrome de down ou a bulimia. Isso para não falar dos depoimentos sob todos os aspectos lamentáveis que encerram os capítulos das sextas-feiras, que permitiram a uma baranga septuagenária tornar-se celebridade nacional da noite para o dia, ao descrever em detalhe os orgasmos que tem auto-infligido a sua xavasca em desuso, sempre ao som de Côncavo e Convexo, do Roberto Carlos (o perneta, não o filho da puta).

É pena, mas ou o senhor Manoel Carlos toma alguma providência imediata ou nunca antes a Globo terá desperdiçado como agora uma novela com tanto potencial para boas punhetas. Se continuar assim, o espaço entre a punheta para a Fátima Bernardes (Jornal Nacional) e a da Cristiane Pelajo (Jornal da Globo) será melhor preenchido pelo DVD de Lua de Fel, mormente a cena em que a personagem da Emanuelle Seigner mija em cima do televisor.

06 Março 2006

Cartas à redação II: do fundamentalismo baitolo

Caro Pascucci,

A leitura curiosa e aprazível de suas dissertações públicas faz-me acreditar ter encontrado um profundo conhecedor dos temas mais prementes à sociedade contemporânea atual, quais sejam os assuntos concernentes a xavascas (de todos os tipos, sabores e profundezas), assim como dos anéis rugosos, mormente os femininos. Diante de ensaios tão embasados teórica e empiricamente, não seria exagero qualificá-lo como um fenomenólogo de prexecas e briocos, um Merleau-Ponty dos cús.

Isto posto, gostaria de submeter a sua apreciação um tema dos mais aflitivos à convivência pacífica entre os heterossexuais convictos e os concessores de garupa, boiolas e viados em geral: o fundamentalismo brioquista.

Ao contrário do que pregam em discursos, eventos patrocinados por ONGs, passeatas na Farme de Amoedo e sessões de "Brokeback Mountain" (aliás, curioso como um filme sobre vaqueiros viadinhos faça alusão a um lugar que, em tradução livre, poderia ser chamado de "Montanha da Dor nas Costas"), enfim, ao contrário do que pregam publicamente, os membros ativos e passivos da comunidade gay não defendem a convivência harmoniosa entre pessoas de diferentes opções sexuais, leia-se, entre heteros que obedecem aos ditames da natureza, de um lado, e pervertidos em geral de outro, preferencialmente distante. Pregam sim a aniquilação silenciosa e progressiva, o extermínio sistemático de todo aquele que prefere a suculenta poesia de um clitóris violáceo a um mastruço veiudo a rasgar-lhe as entranhas.

A hipótese do fundamentalismo brioquista se baseia numa constatação simples, uma similaridade comportamental entre o fundamentalista islâmico e o adorador de jebas. O crente se entrega a Deus, encontra a luz e passa a querer evangelizar toda a humanidade. O boiola se entrega à sevícia de um catramelo, vê estrelas, e passa a querer catequizar todo vivente ao (na opinião dele) deleite do arrombamento esfincteriano, como se a salubérrima prática do heterossexualismo fosse coisa tão antiquada quando a gravata borboleta (para não usar termos como out, demodé e outros de inconteste pederastia).

Recorro, pois, à sua sabedoria e experiência para desenvolver o tema e auxiliar os integrantes da nossa espécie, a dos heterossexuais, a lidar com essa tendência quase fascista. Devemos buscar o convívio com a diferença ou partir para o confronto armados de archotes em expedições punitivas?


MINHA RESPOSTA:

Antes de mais nada, este humilde fenomenólogo da sacanagem deseja agradecer de público o epíteto de Merleau-Ponty dos cus. É muito gratificante ver o nosso trabalho assim reconhecido e respeitado, e oxalá que o novel cartão de apresentação sirva ao menos para incrementar a quantidade de briocos femininos que o meu bravo jonjolo tem perfurado nestas minhas investigações.

Sobre o fundo da questão, estou plenamente de acordo em que há um certo quê de fundamentalismo -- quiçá de fascismo -- nas atuais manifestações públicas dos que cultivam o hábito de agasalhar pra-te-levas com o esfíncter. Comprova-o, justamente, toda a histeria criada em cima desse filme sobre vaqueiros pederastas, que só não ganhou o Oscar porque a premiação seria a comprovação definitiva da desconfiança popular de que em Hollywood todo o mundo aprecia mesmo é uma trosoba hirta, fumegante, cheia de veias e pendente para o lado esquerdo (coisa pouca, uns 30º) a magoar-lhe brutalmente os intestinos grossos e possivelmente os delgados (exceção feita, talvez, à Jodie Foster, que, segundo consta, prefere caralhas de plástico azul com a cabeça roxa).

Não sei se o amigo concordará comigo, mas a mim me parece redundante, desproporcional e iníquo isso de os perobos virem impingir-nos um filme laudatório a suas preferências porcas.

Redundante porque, se produziram o filme apenas pelo gosto pictórico de ver em cinemascope uma estrovenga adentrando lorto peludo alheio, bastava que alugassem qualquer filme de sacanagem exclusivamente pederasta e o projetassem em qualquer telão de sauna, e apenas para o público interessado.

Desproporcional porque nós outros, heterossexuais, quase nunca esmiuçamos, em nossos filmes, os detalhes das fodas que praticamos -- exceção feita à enrabada do Marlon Brando na Maria Schneider, em O último tango em Paris, e ao laborioso e sôfrego cunnilingus que o Basílio executa no bucetão felpudo de Luísa, no roteiro de minha autoria de O primo Basílio (em breve num cinema perto de você). Em contraste com esse nosso decoro e economicidade no retratar fodas, em toda relação homossexual está implícito que alguém come o cu de alguém, de modo que Brokeback Mountain nada mais é do que uma apologia desbragada de uma modalidade sexual que não tem por que merecer mais cartaz do que as práticas de chupar cus, engolir esperma ou enfiar o punho cerrado na xavasca da parceira.

Por fim, iníquo porque, com toda essa conversa fiada sobre minorias e o papel libertador do filme do pederasta vietcongue, o sujeito que, nos dias que correm, queira enfiar o marzápio em qualquer universitária semipolitizada (meu caso) terá de submeter-se a duas horas dessa pouca-vergonha num cinema mal freqüentado ou então ficará em casa na execução cuidadosa de suas punhetas para a Christiane Pelajo do Jornal da Globo (meu caso).

Comprovada a existência do fundamentalismo perobo, que resta a fazer a mim e a você, indivíduos de predileções sexuais ortodoxas como bater com a trosoba no rosto da parceira e limpar o pau na cortina? Sou avesso a dar porradas, ainda que merecidas, na perobagem que circula por aí de mãos dadas e roupas de couro. Além do perigo de os putos se apaixonarem, parece que tais represálias são ilegais.

Cosa fare, então? Como o amigo poderá constatar, eu tenho preferido a galhofa. Para cada cartãozinho que recebo de colegas e conhecidos que saíram do armário, eu mando de volta um cartão retratando minhas próprias preferências sexuais, sempre envolvendo rosáceos furingos femininos, bucetões felpudos e colegiais de sainhas escocesas (ver Reagindo à diversidade). Uma vez terminado o concurso, por mim idealizado, para a concepção de uma bandeira dos chupadores de bucetas, pretendo que, para cada Ford Ka ou Xsara Picasso que ostentar a baitolíssima rainbow flag, haja pelo menos uns três Gols ou Pajeros com o nosso próprio estandarte.

E assim vamos. É questão de ocupar o nosso espaço e não arredar um milímetro a esses entubadores de mangalhos.

E matriculemos nossos filhos num puteiro de confiança aos doze anos de idade, por via das dúvidas

Cartas à redação I: da associação entre a pederastia e o Fluminense Football Club

Caro Olavo,

Reparo que em seus respeitáveis escritos existe uma associação entre a perobagem e o fluminense football club. Não me sinto atingido por tal associação, visto que meu time do coração é o alvinegro carioca. Porém, estatisticamente, tenho reparado que outra tendência é muito mais forte.

Suponho que um cientista de putaria respeitável como V.sa há de dar valor a correções e observações sobre seu trabalho. Sei que além de putaria, o senhor estuda o curioso comportamento dos tchollas e das lésbicas.

O fato é o seguinte: Posso seguramente dizer que os perobos que tenho o desprazer de me deparar são rubro-negros de carteirinha. Muitos a-do-ram usar o uniforme deste time dando nós na parte frontal da vestimenta para deixar a barriguinha à mostra. Só pra falar dos famosos, tentarei exemplificar. Conhece o "Lacraia", dançarino(a) de funk? Já viu uma foto deste baitola, amplamente divulgada na internet, com a camisa do flamengo e shortinho, dançando sobre uma mesa de praça? (tenho tanto nojo de funkeiros quanto de perobos). Sem falar que sempre que vem ao brasil, baitolas como Michael Jackson e George Michael adoram vestir a camisa do flamengo durante os shows.

O senhor conhece a existêcia da torcida FLAGAY? Segue um texto que encontrei na internet, escrito por um perobo anônimo, para a sua análise:

(...) Junte a isso tudo o fato de que a rapaziada roqueira de hoje em dia é muuuuuuuito machista. Os saradões acham que é justíssimo bater em viados pois eles ficam zoando na rua, dando gritinhos, sacolé? E há essa homofobia na cidade em que uma torcida de futebol chama-se Flagay. Eu tenho o maior orgulho da Flagay. E soube no Rio, foi publicado em um jornal, que as outras torcidas estavam pensando em dar umas porradas nas bibas se elas fossem ao Maraca. o estádio anda às moscas pois ninguém quer ver o Mengão apanhar e os homofóbicos ainda querem enxotar as bonecas de lá. Pois eu voto por um estádio cheio de crianças, senhores e senhoras, mães com bebês e bibas, sapatas, por que não? Mas esse é o Rio que anda perdendo a voz.

Aguardo uma resposta, seja uma mudança de opinião ou uma explicação para o fenômeno.

Rafael S.

MINHA RESPOSTA:

Prezado Rafael:

Que existe associação entre o hábito de dar o cu e o de torcer pelo Fluminense me parece coisa intuitiva, indigna de maiores investigações. V. Exª. há de concordar comigo que a experiência cotidiana corrobora a constatação popular de que "todo viado que eu conheço é tricolor". De mais a mais, que me conste, o Fluminense é o único clube carioca que tem na camisa a cor grená. Ora, é sabido que o olho do homem não enxerga mais que dezesseis cores, e todo e qualquer indivíduo que, não tendo buceta, reconheça cores como o grená, o magenta, o salmão e o pérola torna-se ipso facto suspeitíssimo de apreciar uma pra-te-leva a magoar-lhe os intestinos.

Mas e a Flagay, pergunta o amigo botafoguense? Ora, o próprio desabafo reproduzido por V. Exª. demonstra que essa associação contra natura entre o Manto Sagrado rubro-negro e o hábito da sodomia passiva é rechaçada pela torcida do Flamengo, que tem ameaçado punir tais manifestações com corretivos físicos que, se bem têm coibido as atividades espúrias da Flagay, perigam, por outro lado, fazer as tricoloucas se apaixonarem por nós. É um risco a ser levado em conta.

E por que tantos pederastas notórios -- continua o amigo, citando Lacraia, Jackson e George -- têm por hábito aviltar as cores rubro-negras ostentando o Manto Sagrado de Zico, Zizinho, Dida e Leônidas? Ora, é sabido que perobos assim apreciam, mais do que qualquer outra coisa, uma trosoba preta com a cabeça roxa. E estudos demográficos sérios comprovam que pra-te-levas com essas características (mormente no que se refere à negritude) encontram-se com muito mais facilidade na multitudinária e democrática torcida do Flamengo do que na insignificante e aristocrática torcida tricolor.

De modo que o amigo não se engane quanto à sinceridade desses perobos ao trajar o vermelho e o preto. Fazem-no por puro interesse, nunca por convicção. Estivesse na moda, entre eles, uma trosoba senil, enrugada e impotente de septuagenário, e as Lacraias que hoje o amigo vê de vermelho e preto imediatamente trocariam o Manto Sagrado pela camisa sem cor e sem glória do Botafogo.

Espero com isto haver dissipado quaisquer dúvidas que o amigo porventura tivesse sobre a questão.

Respeitosamente,

Olavo Pascucci

07 Fevereiro 2006

Carta aberta à DOVE

E-mail enviado a unilever.sac@higienebeleza.com.br

Prezado(a) senhor(a):

Encaminho, em anexo, para reembolso, faturas de passagens aéreas e hospedagem em hotel cinco estrelas no aprazível balneário de Florianópolis, em Santa Catarina.

Considero líquido e certo meu direito ao ressarcimento, por parte da DOVE, de todas as despesas referidas, bem como meu direito a indenização por danos morais (montante a ser discutido judicialmente), por conta dos ingentes esforços de sua companhia em foder com minhas férias de verão.

Incentivar toda sorte de gordas pelancudas e outras espécies incomíveis de barangas a freqüentar, sem complexos nenhuns, as mesmas praias que eu é coisa que vai muito além da desonestidade habitual e regulamentar das campanhas publicitárias de sua companhia. É concorrência desleal com os resorts e Secretarias de Turismo de inúmeros Estados e Municípios -- para não falar da própria EMBRATUR --, que tantos recursos têm despendido em convencer o turista desavisado a visitar suas praias com a garantia de lá foder bem e saudavelmente.

Ora, caralhos que me fodam, as gordas pelancudas e histéricas da DOVE não eram exatamente o que eu esperava encontrar nas praias catarinenses. Não após analisar com minúcia e sofreguidão, enquanto cagava, os prospectos da Secretaria de Turismo de Santa Catarina, onde abundavam xavascas bem depiladas (nenhum tufo de pentelhos para fora dos biquínis diminutos!) e salubérrimos cus adolescentes -- todos eles supostamente freqüentadores as mesmas areias aonde me dirigi com a ilusão de substituir minhas seis punhetas cotidianas por pelo menos duas trepadas diárias.

Não deixei, é certo, de comer cus em minha temporada praiana, mas antes tivesse eu ficado em casa, na execução competente e laboriosa de minhas punhetas em frente à televisão -- nas férias posso assistir diariamente aos episódios da Malhação, e asseguro-lhe que é muito mais gratificante fantasiar comer o cu da Joana Balaguer do que efetivamente comer o cu de uma sósia da Silvia Popovic.

Uma experiência assim causa danos não despiciendos à auto-estima de um sujeito como eu, orgulhoso proprietário de uma trosoba de dimensões normais. Foi frustrante ver repetir-se, ao longo de todo o verão, a experiência de tentar a muito custo transpor toneladas e toneladas de pelanca e banha e perceber que, feito isso, minha caralha mal chegava a cutucar o esfíncter da gorda histérica em cujo abate eu despendera não pouco tempo e paciência ao longo de toda a tarde. E nem falemos de toda a sorte de imundícies que irremediavelmente vinham ornamentando meu bravo jonjolo ao final da foda -- é sabido que as gordas se alimentam mal, e seu trato intestinal não é exatamente imune aos resíduos de uma dieta porca.

Por tudo isso, seus putos, é que me julgo merecedor de uma indenização milionária e exemplar. Os dados de minha conta corrente e de minha agência bancária encontram-se na documentação anexa. Caso sua companhia decida por bem não efetuar o depósito sem espernear, convém preparar-se para uma longa e fastidiosa batalha nos tribunais -- batalha essa que terá um desfecho educativo para todos os fabricantes de porcarias cosméticas que pretendam continuar incentivando as gordas e barangas deste nosso Brasil a seguir dando o cu sem vergonha e sem complexos.

E lembrem-se sempre: se eu quiser comer cu de gorda, eu passo minhas férias num SPA.

Atenciosamente,

Olavo Pascucci

21 Outubro 2005

Reagindo à diversidade

Dia desses, enquanto eu escalavrava o catramelo para a Renata Vasconcellos do Bom Dia Brasil, o carteiro jogou por baixo de minha porta um envelopinho cor-de-rosa selado com uma estampilha comemorativa dos cem anos do Fluminense Football Club. Achei que ele pudesse ter-se enganado de porta, já que no apartamento ao lado mora um antropólogo que vive com um sobrinho de dezenove anos — ambos, o leitor há de convir comigo, destinatários mais prováveis de um envelope com essa aparência do que este insuspeito apreciador de buçanhas.

E, no entanto, era o meu santo nome o que figurava no campo destinatário.

Abri a correspondência com certa desconfiança, temeroso de que dali pudesse sair um convite para um vernissage, um aviso de que eu passaria a receber, de graça, as próximas seis edições da revista Arquitetura & Construção ou, pior ainda, de que dali saltasse uma hirsuta trosoba hirta e cheia de veias.

Mais uma vez, a realidade provou ser ainda mais feia do que minha imaginação.

Era um cartão de um colega de trabalho, um sujeito esquisitão de cavanhaque que faz spinning e aprecia jazz. No cartão, um desenho da Rena do Nariz Vermelho saltitando para fora de um guarda-roupa de menina. O texto notificava que o signatário resolvera "sair do armário" e dava ciência a todos de sua "orientação sexual".

Imediatamente, fui ao baú onde guardo minhas revistas de sacanagem e passei mais de três horas num laborioso exercício de recorte e colagem. Montei um bonito painel onde abundavam furingos femininos recém perfurados, colegiais de sainhas escocesas mamando caralhas de dimensões consideráveis, lésbicas contorcionistas em inverossímeis posições de tribadismo, bucetões felpudos das mais diversas variedades, etnias e envergaduras e uma ou duas imagens de moçoilas submetidas à experiência pouco higiênica do facial cumshot. Botei o resultado num envelope e mandei entregar na casa do meu colega pederasta.

O perobo não gostou. No dia seguinte, quando eu me dispunha a convocar uma de minhas estagiárias de Comunicação da PUC para treiná-la na prática do deep throat, o baitolo interrompeu o ponto do croché e entrou em minha sala para tirar satisfações, com o dorso da mão na cintura. Perguntou-me a razão de eu enviar-lhe tamanha grosseria pelo correio.

Expliquei-lhe paciente e didaticamente o seguinte: que eu respeito sua "orientação sexual"; que acho que ele tem o direito inalienável de fazer o que bem entender de seu anel rugoso, inclusive dá-lo, emprestá-lo, alugá-lo, cedê-lo em leasing ou comodato ou qualquer outra forma de alienação prevista na legislação civil e/ou comercial vigente; que, no entanto, o que ele faz entre quatro paredes com um ou mais marmanjos barbudos não é de minha conta, e que eu, homem casto de vida regrada, tenho o direito de me sentir ofendido ao tomar conhecimento desnecessariamente das preferências sexuais de outrem; que, no final das contas, o que ele fez ao mandar-me o cartão do Bambi saindo do armário nada mais era do que comunicar-me que ele aprecia um jonjolo fumegante a magoar-lhe a parede interior dos intestinos; e que, portanto, se ele tinha o direito de compartilhar tais intimidades comigo, eu também me sentia no direito de compartilhar com ele minhas predileções por rosáceos cus femininos, xavascas felpudas e mulheres que aceitam de bom grado um jato de esperma nos olhos (os do rosto).

A Companhia agora estuda a possibilidade de submeter-nos todos a um curso de sensibilização à diversidade sexual. Não entendi bem do que se trata, mas suspeito que tenha a ver com sacanagem. Devem ter ficado deveras impressionados com a diversidade de práticas com que ilustrei o meu painel.

13 Outubro 2005

Da completude da condição feminina

Não sei se meus leitores terão percebido, mas este autor é um sujeito bastante inocente em matéria de sexo. Fodo com regularidade e competência, é certo, mas, desde que minha senhora cortou minha assinatura do Sexy Hot, tenho andado um tanto desatualizado no que concerne à putaria encarada de maneira mais profissional e científica.

Exemplo disso foi minha estupefação ao receber de um amigo putanheiro o seguinte anúncio de uma prestadora de serviços do Rio de Janeiro. Como o sodomita leitor poderia perceber por si próprio se não estivesse ocupado demais besuntando em vaselina uma berinjela hirta e preta, a moça acrescenta às informações regulamentares nesse tipo de anúncio (altura, peso, cor dos cabelos e dos pêlos pubianos e anais) a garantia de que é completinha.

“Caralhos que me fodam”, pensei cá com os meus botões. Eu sou do tempo em que as “primas” competentes faziam uma completa, e não eram completas. Noutras palavras, a foda — não a fodedora — é que era completa.

(Entre parênteses, registre-se que parei de freqüentar putas desde que me dei conta de que me saía muito mais barato pagar um michê fixo, mensal, às estagiárias de Direito e Comunicação da PUC. Fecha parênteses.)

Esse diminutivo, não obstante, e a concordância nominal aí evidente fizeram-me pensar muito sobre a condição feminina. Não sei se meus leitores terão percebido, mas este autor tem especial predileção por cus (femininos, bem entendido). Fodo e até chupo bucetas com entusiasmo e sofreguidão, e nem me importo muito em passar uns dois dias com uma mecha de pentelhos a irritar a garganta, mas minha preferência é mesmo enterrar a trosoba num rosáceo lorto feminil — que pode também ser cinza ou marrom, não importa (lilás não).

Ora, para um apreciador de cus femininos, nada há de mais irritante do que a mulher que se convenceu de que dar o cu é coisa de vagabunda ou, pior, de viado. A prostitutas dessa estirpe, eu não digo mais do que a célebre frase dum amigo meu, que costuma pontificar coisas assim em ceias de ano novo, velórios e bazares de igreja: “Buceta eu como por caridade; meu negócio é cu.

Muito bem. A constatação de que as profissionais que dão o cu agora se definem como completas ou completinhas garante renovado ânimo a este persistente desbravador de furingos. O juízo de valor que as moças fazem de si próprias fornece-nos um argumento não despiciendo para convencer as parceiras a virar de bruços e a brincar de Marlon Brando e Maria Schneider.

A leitora que encosta a bunda na parede já percebeu aonde eu quero chegar (além de a seu brioco). Se a mulher que dá o cu pode legitimamente qualificar-se de completa, a mulher que não aceite um jonjolo fumegante no anel rugoso é forçosamente uma mulher incompleta. É defeito tão grave quanto a hipertrofia do clitóris, a pilosidade excessiva ou o torcer por time distinto ao do marido, amo e senhor.

Espero réplicas.

27 Julho 2005

Como era gostoso meu grelo -- ou “errar é muçulmano”

Uma buceta sem um clitóris há de ser uma coisa tão frustrante quanto um Mercedes-Benz sem o correspondente emblema de três pontas no capô. Fode-se com proveito, mas o usuário sente que está faltando alguma coisa, por simbólica que seja, para considerar a experiência plenamente satisfatória.

Essa reflexão ocorreu-me ontem enquanto assistia a um documentário sobre a mutilação genital de mulheres muçulmanas no norte da África. Ao tomar conhecimento de semelhante atrocidade, pensava cá com os meus botões em que talvez fosse proveitoso eu passar a freqüentar a porta de mesquitas, recepções em embaixadas árabes e o edifício-sede do Grupo Habib's à espera de uma eventual Mercedes desavisada (seja ela de propriedade dum xeique do petróleo ou do Paulo Maluf). Ao menor descuido do chofer, eu mutilaria o carro do filho da puta assim como seu povo faz com as xavascas de suas mulheres indefesas.

Mas temo que esse ato isolado de vandalismo não ilustre plenamente o meu emputecimento com uma civilização capaz de mergulhar em tão bárbara regressão. Houve tempos em que a turcada lá sabia qual era a serventia duma prexecaa. Comprova-o o próprio livro sagrado deles, o Alcorão. Está lá, na surata 56 (O Inevitável), que os que se salvarem do Juízo Final “estarão sobre leitos incrustados de pedras preciosas” e serão servidos “por jovens donzelas de frescores imortais com taças, jarras e ânforas cheias de néctares”, “em companhia de huris de cândidos olhares” e -- mais -- “sabei que criamos para eles uma nova espécie de criaturas, e as fizemos virgens“.

Se não me engano nas contas, o bem-aventurado turco de turbante que entrar nesse paraíso terá três espécies de mulheres para satisfazer seus desejos: as tais jovens donzelas de frescores imortais, as tais huris (virgens celestiais, segundo o Aurélio) de cândidos olhares e, suprema delícia, uma nova espécie de criaturas, igualmente virgens.

Se são todas virgens, é lícito supor que vêm com as xavascas completas, do acessório mais raro (o cabaço) ao mais usual (o grelo).

O que me emputece é saber que o mesmo povo que foi capaz de imaginar coisas assim hoje se compraz em cortar fora os grelos de suas mulheres e, não satisfeito, ainda as cobre dos pés à cabeça, para não comprometerem a castidade dos homens.

O que terá acontecido com o pessoal do turbante, de lá para cá? Um acadêmico inglês homossexual (passe a dupla redundância) tentou deslindar a questão num livrinho chamado What went wrong, mas, como é inglês, não passa nem perto do assunto que interessa -- a buceta -- e perde seu tempo em estéreis considerações econômicas, sociais e jurídicas.

Eu cá não me aventuro a buscar uma explicação para a decadência. Limito-me humildemente a pensar nesses alegres rapazes da Al Qaeda que passam seus dias entre a pederastia passiva e os atentados a bomba em estações de metrô. Fico imaginando o que os leva a escolha semelhante.

E penso no que deve ter sido a adolescência desses bons moços. A pergunta que faço ao sodomita leitor é a seguinte: em que eles pensavam, esses bons muçulmanos, nos seus doze, treze, quatorze anos, enquanto escalavravam as semíticas chapeletas em suas punhetas cotidianas? Ao terem sido privados, ao longo de sua adolescência, da visão de um princípio de canaleta feminina que se insinua acima de uma nesga de calcinha de algodão, que por sua vez escapa para fora de uma calça jeans dois números abaixo do necessário; ao não conhecerem a visão da pentelhama rebelde que foge às diminutas dimensões dum biquíni indecente numa praia qualquer; ao ignorarem a visão da penugem escassa que aponta do umbigo feminino para a xavasca, como que a indicar o caminho... ao conhecer as mulheres apenas como esses seres envoltos em metros e metros de pano -- em que pensa um garoto árabe enquanto toca sua punheta? “Ai, que divino esse tecido de musselina estampada com babados rendilhados”?

Quando crescer, um garoto assim está fadado a dar a bunda ou a colocar bombas em estações de metrô. Muito provavelmente as duas coisas.

20 Julho 2005

The L Word

Após ser expulso de praticamente todas as comunidades lésbicas lusófonas do Orkut, ando freqüentando o fórum dedicado ao seriado fancho The L Word. Encontrei, em meio às freqüentadoras da referida comunidade, um público ansioso por duas cousas que posso proporcionar-lhes de bom grado: uma caralha hirta e cheia de veias e minhas considerações habituais sobre o lesbianismo homossexual feminino.

Pois bem: neste tópico, as moçoilas discutiam livremente sobre o episódio-piloto da série, levado ao ar pelo Warner Channel no dia 10 de julho corrente. Reclamavam que o canal cortou diversas cenas de sexo e tratou de suavizar a linguagem das personagens, como os senhores poderão constatar pela leitura dos palpites das moçoilas.

Como o tema sacanagem me interessa um pouco, resolvi discorrer sobre o assunto no seguinte post:



Meninas:

Pelo teor dos comentários -- todas vociferando contra a filhadaputa da Warner, que cortou as cenas de sacanagem e insiste em não traduzir “cunt” por “xavasca” --, fico com a impressão de que The L Word original seria um sucedâneo muito mais eficaz para minhas punhetas televisivas do que as partidas de tênis da Sharapova -- que, como é sabido, geme com uma raquete na mão como se tivera uma caralha hirta e fumegante enterrada na prexeca.

A confiar nas informações fornecidas pela chupabilíssima Dani Renée, abundam na série palavras como “bush” e “asshole” – “pentelhama hirsuta” e “olho do cu”, em tradução livre nossa. O que me leva a crer que a temática do programa gira em torno dos dois aprazíveis orifícios femininos e regiões circunvizinhas (donde a menção à hirsuta pentelhama que, suponho, circunda a xavasca e brota das bordas dos lortos das protagonistas).

Resumindo: perdi, ontem, uma grande oportunidade para uma punheta caprichada. Teria sido muito melhor escalavrar a chapeleta para as fanchonices das vagabundas do L Word do que fazê-lo, pela oitava vez em uma semana, para a cena de O nome da rosa em que aparece o cu da Valentina Vargas. Pelo menos eu esganaria o malandro na certeza de fazê-lo em sintonia com as senhoritas, que negarão o quanto puderem, mas obviamente só assistem a The L Word para buscar inspiração enquanto dedilham o grelo e introduzem consolos de plástico azul com a cabeça roxa em suas xavascas em desuso.

Os gemidos da Sharapova

Desde que minha senhora cortou minha assinatura do canal Sexy Hot, tenho buscado diversificar as fontes de inspiração para minhas punhetas em frente à televisão.

Entre parênteses, suspeito que o motivo que levou minha amabilíssima esposa a bloquear meu acesso ao tradicional canal de sacanagem não sejam os alegados ciúmes da Vivian Mello, da Sylvia Saint e de outras vagabundas que eu me comprazia em ver levando uma -- às vezes mais -- trosoba hirta e cheia de veias na xavasca e noutros orifícios circunvizinhos. Desconfio que o motivo real seja a dificuldade em contratar empregadas que aceitem de bom grado limpar diariamente as manchas de esperma no sofá, no tapete e sobretudo na mesinha de centro, que é de vidro. Como nesta casa tem abundado uma criadagem excepcionalmente feia, essa seguidas rescisões de contratos de trabalho nunca me preocuparam sobremaneira.

De modo que, sem poder assistir às seguidas reprises da série Sodomania, tenho passado longas horas assistindo a tudo quanto é esporte feminino. Já falei, alhures, de minha predileção pela ginástica artística: um exercício bem feito sobre o cavalo e mesmo nas barras assimétricas permite ao telespectador atento apreciar em sua justeza os contornos dos grandes e pequenos lábios de atletas como a Catalina Ponor.

No entanto, é forçoso reconhecer que, de todos os desportos femininos, o que me distrai mesmo é o tênis. Não por qualquer consideração de ordem puramente desportiva, eis que sou da opinião de que, fora o futebol, todas as demais modalidades são praticadas preferentemente por pederastas (mesmo no futebol, há casos onde a proporção entre homens e perobos é favorável aos últimos, em agremiações como o Fluminense Football Club e, segundo consta, o Clube Atlético Paranaense).

Não, o que me diverte no tênis feminino é ouvir os gritinhos e gemidos de atletas como a Maria Sharapova, a Anna Kournikova ou a Daniela Hantuchova. Se jogam, então, contra uma das muitas tenistas fanchas do circuito -- a Amélie Mauresmo, para citar apenas uma --, a alternância entre os gemidinhos de umas e os grunhidos animalescos de outras acaba sendo um bom substituto para a sonoplastia dos filmes de sacanagem a que não tenho mais acesso.

Pois bem: toda essa diversão agora se vê ameaçada com a notícia de que o árbitro geral de Wimbledon, um pederasta chamado Alan Mills, quer proibir a Sharapova de gemer em quadra.

Difícil imaginar iniqüidade maior com o público telespectador. Fora os duzentos sodomitas em todo o mundo que assistem a partidas de tênis por apreciar o esporte, todos os demais só se submetem a tão fastidiosa troca de bolinhas para masturbar-se pensando nas Sharapovas de hoje e nas Chris Everts de ontem.

Mas a decisão do inglês homossexual (com o perdão da redundância) abre uma polêmica, que eu desejaria discutir com os senhores. É sabido que todos os tenistas em atividade no circuito da ATP são homossexuais assumidos ou disfarçados -- comprovam-no os gemidos baitolos do sr. Gustavo Kuerten, que, ao contrário da Sharapova, ninguém gosta de imaginar sendo sodomizado selvagemente, as bolas fazendo tlec-tlec-tlec contra as coxas. Nisso creio que há consenso.

Mas o que dizer dos árbitros? Que dizer desses senhores esquisitões que ficam lançando olhares lúbricos, do alto daquela cadeira de salva-vidas, para os gandulinhas de cócoras, em bermudas, as pernocas branquelas à mostra? Serão eles também todos homossexuais? Haverá alguma orientação da ATP no sentido de só permitir apitar a quem aprecie uma caralha fumegante no olho do cu? Existe obrigatoriedade de teste da farinha para árbitros do circuito? Somente aos reprovados no exame de virilidade é dado o privilégio duvidoso de interromper as trocas de raquetadas para dizer perobagens em francês, do gênero “Avantage: Monsieur Kuerten”?

Talvez o sr. Leonardo Lopes Carnelos saiba responder.

As prostitutas inconfessas da DASLU

O post que vocês vão ler a seguir foi originalmente redigido para ser publicado na comunidade da DASLU -- uma boutique paulistana freqüentada por homens pederastas e mulheres mal comidas das altas rodas.

Infelizmente, a
bourgeoisie paulistana entendeu por bem vetar o ingresso deste autor em sua comunidade, o que pouco se me dá, eis que um sujeito de sangue nobre como eu, que em meus veraneios na Côte d'Azur já comi o cu de mais de uma viscondessa nórdica, não havia mesmo de me rebaixar a freqüentar o ambiente plebeu e provinciano da DASLU.

Ainda assim, o veto a minha pessoa teria impedido meus leitores de ler minhas opiniões sobre os freqüentadores do pedantesco armarinho paulistano, não fosse o fato de eu poder expor minhas idéias a respeito em minha própria comunidade, onde eu ainda sou bem aceito.

Reproduzo, então, as considerações de que foram privados os
habitués da DASLU.


putas que não se reconhecem como tais. Não nos pedem compensações pecuniárias se lhes propomos enterrar uma caralha hirta e cheia de veia em suas xavascas em desuso, mas submetem uma eventual trepada a tantos e tão dispendiosos condicionantes -- jantares em restaurantes do gênero nouvelle cuisine, um pingente de esmeralda, um vestido comprado na DASLU -- que o namorado que queira tão-somente escalavrar a chapeleta faria melhor se deixasse a amada em casa, a lavar pratos, enquanto ele próprio não gasta mais de R$ 500,00 numa noitada com profissionais na Centaurus.

Pelo pouco que pude apreciar desta comunidade, concluo que todas as senhoras são dessas prostitutas inconfessas.

O pior: poucas valem o vestido comprado na DASLU.

Uma olhadela rápida nas fotos dos membros da comunidade me leva à seguinte conclusão: eu mesmo só gastaria mais de R$ 150,00, entre jantar, flores e motel, para comer a srta. Bruna Lima. Mas, caralhos que me fodam, a foto da srta. Bruna Lima é um desenho, não uma foto. Para isso, ponho o DVD da Branca de Neve do Walt Disney e bato uma punheta completamente gratuita para a protagonista, sem ter de me submeter a essa conversa mole de quem acha “fabuloso” o perna-de-pau Luís Fabiano ou freqüenta fóruns dedicados à cantora Pitty.

Creio que nisso estamos todos de acordo. O que me embasbaca mesmo é saber que o fórum da DASLU é freqüentado também por moçoilos púberes como o sr. Renato S., que tem a desfaçatez de confessar ao mundo incréu, em sua página pessoal, que aprecia ser enrabado selvagemente por top boys com trosobas de pelo menos 22 cm, que é ou aspira ser um metrossexual, que faz exercícios numa academia exclusivamente homossexual e -- pior de tudo -- que sua paixão mesmo são os seus “melhores grandes inacreditavelmente fantásticos AMIGOS” (sic).

É ou não é linguagem de quem espera uma trosoba fumegante no olho enrugado para daqui a no máximo trinta minutos?

E, pior, quem são esses “amigos” “grandes e inacreditavelmente fantásticos”? Será que, quando o sr. Ricardo Suk tiver uns 50 anos, apresentará esses amigos como “sobrinhos”? “Enteados”? O sr. Ricardo Suk freqüenta muito a casa de “primos”? Será esse um hábito usual entre os freqüentadores homens da DASLU?

Que o sr. Marrrzio Chavez me responda.

19 Julho 2005

Resgatando a tradição

MENTEM descaradamente os que proclamam a facilidade com que hoje se come um cu feminino. A acreditar em semelhante patranha, eu mesmo já teria uma tatuagem tribal permanente na base da caralha, para disfarçar as marcas de merda que irremediavelmente decorariam minha trosoba se eu estivesse comendo a quota de cus que me corresponde.

Suspeito que os que espalham rumores tão irresponsáveis sejam "homens" a quem apetece agasalhar uma pra-te-leva com o esfíncter. Anunciam a abundância de lortos disponíveis e depois consolam os excluídos envolvendo-lhes a verga com as três pregas restantes.

MINHA SUGESTÃO para corrigir tamanha iniqüidade é simples e tem o charme do resgate da tradição.

Conclamo os futuros papais a batizar seus futuros rebentos -- ou rebentas, porque pretendo rebentar-lhes as pregas daqui a quinze anos -- com nomes como Socorro, Conceição, Filomena ou Anunciação.

É sabido que, quando a última geração de Socorros, Filomenas e Conceições tinha lá os seus quinze anos, vagabundo nenhum arrancava-lhes o cabaço sem ser na noite de núpcias. Para proteger sua virtude, liberavam o brioco para namorados, noivos e primos, e faziam-no com a mesma sem-cerimônia com que hoje as moças chupam o pau dos ficantes.

Estou falando dos anos 50, e esse fenômeno sociológico está fartamente documentado em obras científicas como as de ZÉFIRO, Carlos.

O QUE ESTOU DENUNCIANDO é um fato da maior gravidade e deveria sensibilizar as autoridades preocupadas com o bem-estar da população heterossexual masculina: nos anos 50 se comiam mais cus do que hoje, quando vivemos uma época supostamente tão liberal.

Disse NELSON RODRIGUES que, mais que nada, é o nome que determina o futuro do indivíduo ("Napoleão havia de ter um destino napoleônico", afirmou, a modo de prova). Se estiver certo o mestre, uma nova geração de Socorros, Conceições e Filomenas contribuiria tanto ou mais para a felicidade masculina do que um improvável título do Flamengo.

Os descontentes -- que sempre os há -- afirmarão, batendo o pezinho e levando o dorso da mão à cintura, que esse incremento de cus se daria às expensas da atual abundância de xavascas. Quero crer que se enganam, mas, ainda que a objeção fosse verdadeira, os saudosos da boa e velha conjunção carnal sempre encontrarão xoxotas disponíveis entre divorciadas, mal casadas e, sobretudo, entre as Renatas, Alessandras e Vanessas que restarem.

Madonna: novos horizontes

O artigo que se segue foi originalmente publicado na comunidade orkútica Madonna: fãs do Brasil, como contribuição minha à profícua discussão sobre o que ainda faltava na carreira da cantora Madonna. As referências aos demais debatedores serão acompanhadas de links a suas páginas pessoais no Orkut.

Tenho achado o debate deveras produtivo. Estou de acordo com as sugestões da Mariana e do Júlio César -- descontada, no caso deste último, toda essa estética homossexual tão ao gosto dos admiradores da Madonna (que, como é sabido, são todos perobos).

No entanto, sendo a Madonna, antes de tudo, uma puta das mais rampeiras -- bem o demonstrou com o livro Erotica e o filme Na cama com Madonna --, acho que as futuras produções dessa artista poderiam explorar mais a fundo essa vertente vagabunda da diva das perobos.

Minha sugestão concreta é um box com pelo menos três DVDs de sacanagem. Um deles exclusivamente lésbico, só para insistir nessa temática homossexual tão cara à senhora Júlio César. Poderia convidar grandes divas do cinema pornô que, assim como ela, sejam chegadas em mergulhar o rosto num hirsuto tufo de pentelhos bucetais. Penso, sobretudo, na inigualável Jeanna Fine, talvez de todas a mais indicada para submeter a sra. Ciccone a uma experiência de fist fucking (isso ficou faltando em Na cama com Madonna, acho eu). Se bem que, conhecendo a Madonna como nós conhecemos, é capaz de nem se comover com um punho cerrado em sua xavasca e pedir para a Jeanna enfiar as duas mãos e bater palmas.

O segundo DVD poderia ser dedicado a cenas de gang bang. Seria a prova definitiva de que a Madonna não é dessas vagabundas frívolas que tanta propaganda fazem de sua depravação mas que amarelam na hora de levar com uma trosoba no olho do cu. Encararia um mangalho em cada cavidade, sempre com o regulamentar facial cumshot ao final das cenas. E, como se trata da Madonna, acho que este filme específico poderia ter uma estética mais étnica: numa cena, só cucarachos de pele cor-de-cobre, só esses Pacos de Mierda que a deixam prenhe a cada um ano e meio; noutra, só crioulos com trosobas eqüinas; por fim, já que a Madonna é idolatrada também no extremo oriente, acho que poderia haver uma suruba com japoneses -- daria o toque humorístico necessário ao sucesso de qualquer obra, tal como em Procura-se Susan desesperadamente.

No terceiro DVD, Madonna poderia inovar, estrelando cenas de bestialismo com pôneis, dogues-alemães e canários-da-terra. Penso sobretudo num ménage à trois entre Madonna, a nossa Xuxa e o cachorro dela, o Txutxucão. Acho que cativaria o público infantil.

Perguntas aos perobos

Certo autor português, a propósito da pederastia que abunda lá como cá, lançou o apelo aos baitolas: “Rotos que me estão a ler, respondam, se fazem favor, caralho. Ao revelarem estas pequenas curiosidades sobre o vosso estilo de vida alternativo, estão a contribuir para que a sociedade vos compreenda melhor e não condene essas paneleirices que vocês fazem.”

É nesse mesmo espírito de tolerância e compreensão que lhes apresento as seguintes dúvidas sobre o estilo boiola de ser:

1) Vocês são viados? Se não, como devemos chamá-los? Baitolas? Boiolas? Bichonas? É importante que consensuemos a nomenclatura desde já, não?

2) Vocês apreciam ser sodomizados selvagemente por crioulos com trosobas eqüinas? Ou preferem fazer amor suavemente com perobos românticos do gênero Richard Clayderman? Nesse caso, quem come quem?

3) Já encararam uma buceta? Saíram correndo, tendo um faniquito, “tirem daqui essa coisa hor-rí-vel”?

4) Qual é o problema com a buceta? Os pêlos? Nesse caso, como é que podem, já não digo gostar, mas preferir um cu gordo, feio e peludo de outro homem a um imberbe cu feminino? Não é uma contradição?

5) Vocês dançam todas rebolativas e jogam as mãozinhas para o alto quando ouvem a Gloria Gaynor?

6) Para que é que querem casar-se se o casamento implica em o cônjuge feminino volta e meia vir com histórias de que “hoje, cu, não”? Diante da ausência de alternativas ao coito anal, como é que se faz num casamento entre perobos? O cônjuge-varão (ouço gritinhos por causa do “varão”?) sai da cama e vai ver futebol? Mas se futebol é coisa de macho... Vai ver o DVD do Quebra-Nozes? Morte em Veneza?

7) Quando vão a um banheiro público, vão mijar mesmo ou vão só dar uma olhadinha?

8) Vocês ficam especulando sobre as preferências sexuais do Reinaldo Giannechini? Do Richard Gere? Têm um primo que jura que o Marcelo Antony é perobo? Mas, se são mesmo essas pessoas maravilhosas despidas de preconceitos, por que é que só especulam sobre efebos metrossexuais? Não há, entre vocês, quem prefira imaginar coisas sobre o Jô Soares, o Boris Casoy, o Fausto Silva, o Roberto Jefferson e o Renato Machado (com aquela gravatinha, nunca se sabe)?

9) Alguém já lhes disse que aquela bandeirinha de vocês é uma coisa extremamente boiola? A propósito, e levando em conta que dar o cu é nada mais que uma preferência sexual, o que vocês achariam de os adeptos de outras práticas -- os chupadores de buceta, os praticantes do analingus, as mulheres que engolem esperma -- passarem, eles também, a se identificar com bandeirinhas? Não achariam no mínimo impróprio uma senhora ver um adesivo num carro e concluir: “lá vai um chupador de buceta”? Mas não é exatamente o que acontece com vocês?

Considerações sobre o lesbianismo homossexual feminino

Tenho um amigo que costuma dizer que, antes de ser um problema ético, o homossexualismo é um problema estético. Com efeito, é feio pra caralho um homem passar o peru no cu gordo, feio e peludo de outro homem.

Depois os baitolas que freqüentam este forum vêm posar de gente sofisticada e de bom gosto, apesar de, insisto, não só gostarem como preferirem a bunda gorda, feia e peluda de outro homem a uma xoxotinha perfeitinha ou a um delicioso cu feminino.

Como conciliar a suposta sofisticação e bom gosto dos boiolas com essa preferência bizarra?

Em tese, o problema estético estaria afastado no caso do homossexualismo feminino. De fato, todas os homens que conheço que tenham um senso estético apurado adoram ver duas mulheres esfregando as bocetinhas, lambendo-se, chupando-se e dedilhando-se em filmes de sacanagem. Juli Ashton, Jeanna Fine, Zara Whites e cia. são, é inegável, um deleite para os olhos.

O problema com o argumento é que ele se fixa numa meia dúzia de mulheres inegavelmente gostosas que nem de longe representam o universo das mulheres que gostam de boceta.

Quase todas as lésbicas que conheci -- e intuo que a regra valha para as senhoras freqüentadoras deste fórum -- são seres disformes, sem um pingo de graça, elegância e feminilidade. Estão muito mais para Cássia Eller (cujos grandes lábios deviam ser maiores que o meu saco) do que para Jeanna Fine.

De mais a mais, Jeanna Fine, Juli Ashton e Zara Whites levaram muita rola ao longo da vida. Se, nas horas vagas, apreciam mergulhar o rosto numa xavasca, não há de ser por falta de peru.

O mesmo não se pode dizer das senhoras freqüentadoras deste forum.

A minha tese é de que a lésbica bonitinha e gostosinha à Juli Ashton é uma invenção de Hollywood -- aliás, de Melrose. É um personagem do folclore tanto quanto o Papai Noel, o Negrinho do Pastoreio ou Boitatá.

O que existe mesmo é bucho.